quarta-feira, 16 de maio de 2012

O conto que contamos - Parte II - by L.A. e Ana Corujo

Passada pouco mais de uma semana consegui terminar minha parcela deste conto que contamos. Ana Corujo já estava ficando um pouco impaciente comigo.

Aliás, se fosse você, lia lá no BLOG Cotidi-Ana, porque ela escreve beeem melhor do que eu!

http://anaflaviacorujo.blogspot.com.br/2012/05/o-conto-que-contamos.html?spref=fb

Para quem quiser ler a PARTE I - http://pestanices.blogspot.com.br/2012/05/o-conto-que-contamos-parte-i-by-la-e.html

Ela...

Quarto “caju amigo” e sei lá quanto tempo de papo, muito agradável por sinal, com o charmoso moreno com ombros largos.

Do bar fomos para uma mesa esperar nossos amigos.

Meu estomago estava grudado no cérebro e eu ia ter a qualquer momento uma crise de hipoglicemia de tanta fome. Mas, mesmo tendo comido apenas um sanduiche, estilo amostra grátis no trabalho hoje, jamais pediria qualquer belisquete sem que João Vicente sugerisse. Moreno, covinhas, simpático e João Vicente... pagar de gordinha feliz, de jeito nenhum!

Rafael, seu amigo, havia confirmado o cano. Já Claudinha continuava no gerúndio. Mas, eu sabia que esse gerúndio tinha um nome – Gustavo, e por isso, resolvi informa-la que fui para casa para poder focar no papo com João Vicente – encerrando o assunto Claudinha.

Finalmente João Vicente falou: “Nossa! O papo esta tão bom que até esquecemos de pedir alguma coisa para comer... estou morrendo de fome! Vamos pedir algo? Aqui tem um filezinho delicioso”.

Adorei. Além de sanar a fome, percebi que estava agradando. E uma coisa ele estava certo, o papo, ops! O filezinho de lá era delicioso.

João Vicente, definitivamente não gostava de futebol, porque nem olhou os três gols do São Paulo, ou ligou para os Corintianos frustrados berrando. Ficamos falando de trabalho, vida, viagens, eixo Rio- São Paulo... e ...carinhosamente trocamos alguns toques.

Ele é gerente de marketing de uma multinacional, mora no Jardins, mas já morou em Londres pela empresa. Tem família carioca, ama o Rio, viaja sempre nos finais de semana e não possui rastros de qualquer aliança no dedo. Uhmmm... a idade? Aparentemente a mesma que a minha.

Aconteceu algo engraçado. Antes do filezinho, pedimos um caldinho de feijão - acho que ele percebeu que eu estava mais “pra lá do que pra cá”. Mas, o que ele não percebeu é que, pós-caldinho de feijão, uma casquinha havia ficado em seu dente. Nada muito gritante, mas a “casquinha amiga” estava lá há horas em seu sorriso branco conversando comigo. Fiquei naquela “falo, não falo”. Nunca sei o que fazer numa hora dessas. Porém, quando ele foi ao banheiro, deve ter visto e a retirou.

Fingi que não tinha percebido seu ar sem graça e para cortar qualquer desconforto comentei que nunca tinha gostado tanto de um cano. E ele riu tranquilamente.

Definiria João Vicente Oliveira, sim! Ele já me adicionou no facebook - como uma combinação interessante de paulista-carioca. Seu jeito é muito mais carioca - pela leveza, humor e não formalismos ao falar das coisas; mas, sua educação e presteza totalmente de paulista.

“Adicionar no facebook”... no mundo moderno agora é assim -  entendo, curto, mas não sei se compartilho. Ainda prefiro que peguem meu telefone. Mesmo correndo o risco de não ligarem, não saber os amigos em comum, ou não poder ver nenhuma foto de mil novecentos e bolinhas.... – ainda sim, descobrir as pessoas aos poucos me atrai.

Já eram quase onze horas e depois de perceber umas quatro ligações de uma tal de Luciana em seu celular, resolvi deixa-lo atender e ir ao banheiro.

Confesso que estou bastante interessada, já ele não sei, paulista é muito discreto nesse aspecto. Mas, deve ter namorada... os bons já estão sempre ocupados.... e nem no facebook posso entrar do banheiro para confirmar o fato, pois a maldita conexão da TIM não pega aqui dentro!

Ele ...

Passadas duas horas de papo, eu já estava na segunda vodka com energético e, tanto eu como ela, precisávamos comer alguma coisa.

Na verdade eu já estava com fome fazia bastante tempo mas sempre acho chato pedir comida quando a garota ainda não manifestou interesse em pelo menos um canapé de carpaccio. Vai entender porque elas gostam tanto disso. Por mim, andava sempre com um x-bacon no bolso!

De qualquer maneira, usando a desculpa de que já havíamos bebido bastante, pedi para o Flávio me arrumar uma mesa.

Não sabia se a amiga de Márcia viria ou não, mas Rafael eu já havia desmarcado fazia tempo!
A conversa estava ótima, já estávamos bastante à vontade, mãos e braços já se encontravam a toda hora. A essa altura, Rafael só iria me atrapalhar.

Eu havia quase acertado a origem de Márcia. Nascida em Goiânia, morava no Rio de Janeiro já fazia mais de dez anos. Com isso, combinava aquele charme meio “faroeste caboclo” com a ginga carioca. Mostrou-se bastante animada ao saber que eu tenho família no Rio e que estou sempre por lá.

Arquiteta, adorava os centros das cidades e conhecia o de São Paulo bem melhor do que eu. Aliás, sabia quase todas as exposições em cartaz tanto em São Paulo quanto no Rio.

Fui ao banheiro (acho que minha bexiga é minúscula!) e me deparei com uma casquinha de feijão bem no meu dente da frente. KCT! Havíamos pedido caldinho de feijão já fazia tempo e a menina nem para me avisar! Bom, paciência.

Voltei para a mesa meio sem graça e Márcia comentou que nunca havia gostado tanto de levar um cano. Pude rir com a certeza (e o alívio) de que meus dentes estavam limpos!

Conversamos por mais algum tempo e era a vez dela de ir ao banheiro. Confesso que o fato de as mulheres conseguirem segurar por bem mais tempo do que os homens me causa certa inveja. Excluídas as dificuldades logísticas, quase nunca se vê uma mulher desesperada no meio da rua ou da estrada.

Aproveitei para retornar as ligações da minha irmã. A Lu parece que sente quando vai ser inconveniente e me liga. Quando eu não atendo, liga sem parar. Tudo bem, amo minha irmã; dizem por aí que somos nós que escolhemos a família que vamos ter.


Aproveitei também para dar uma rápida olhada no Facebook . Hoje em dia é assim; apenas 2 pessoas na mesa? Uma delas levantou? Todo mundo para o Facebook; pode reparar.

Descobri que ela é solteira.

Quando voltou perguntei a quanto tempo e a resposta foi a seguinte:

“Faz um ano. Agora que estou me acostumando com a vida de solteira. Adoro a liberdade, o poder decidir o que quero fazer. Definitivamente preciso ficar um tempo sozinha.”

Já estou solteiro faz quase cinco anos. Por mais interessada que ela pareça neste momento, sei exatamente o que esse discurso significa porque já o usei mais de uma vez...

segunda-feira, 7 de maio de 2012

O conto que contamos - Parte I - by L.A. e Ana Corujo

Experiência nova, minha amiga Ana Corujo do BLOG Cotidi-Ana - http://anaflaviacorujo.blogspot.com.br/2012/05/o-conto-que-contamos.html - me convidou para escrevermos um conto juntos. Confesso que me lembro direito a diferença entre esses estilos de texto (minhas professoras do Bandeirantes me matariam agora!) mas como gosto muito dela e dos seus textos, aceitei. Essa é a primeira parte. Ela quer que eu escreva 1 por semana.
Tomara que dê certo!


Ela....

Sai do taxi e meu celular apitou. Era uma mensagem da Claudinha dizendo que estava presa no trânsito para eu aguardá-la no bar.

Quarta-feira, quase 20h, happy hour lotado e dia de final de algum campeonato de futebol.

Esperar a Claudinha sozinha no bar era algo meio constrangedor, para uma morena “classuda” como eu.

O local estava lotado, mas avistei uma cadeirinha no bar ao lado de um moreno interessante com ombros largos em seu celular.

Tracei uma reta e me sentei ao seu lado.

Pedi uma capevodka de caju com adoçante, “caju amigo” para os íntimos. Puxei o celular e lá fiquei twittando, postando no facebook, mandando mensagens para a Claudinha e também observando o ambiente – Afinal, precisava oxigenar a mente e me esquecer do trabalho, que anda nada amigo.

Não sei se foi minha blusa verde de seda, a altura ou os cabelos longos que chamaram a atenção do tal moreno interessante com ombros largos. Mas, que ele deixou seu celular de lado por alguns instantes e me olhou, isso ele deixou.

Nada da Claudinha e da companhia do moreno aparecerem. Já havia reparado na sua roupa amarrotada com gola torta, e escutado seu papo de trabalho pelo celular. Cruzamos umas cinquenta vezes os olhares. Pedimos uns quinze drinks para o pessoal que chegava ao bar - e,  ainda nesse período, driblei umas cinco cantadas... ok, falando a verdade, foram duas.  

Morri de rir quando o moreno interessante falou para algum cara do trabalho que ligava - muito provavelmente estagiário: “minhoca não tem perna, mas anda”. Impossível de minha parte não interagir depois dessa.

Não sabia o motivo para o tal comentário, mas com toda habilidade e receptividade, o moreno interessante, aparentemente interessado; puxou sua cadeira para mais perto, deixou de atender as ligações e solicitou todo íntimo do “caju amigo”, outra capevodka de caju com adoçante para mim.

Achei uma graça a sua percepção, ainda mais acompanhada de um sorriso charmoso e com covinhas.

E a Claudinha?

A caminho. Mas, sei lá.... bem que ela podia.... de repente... desistir de aparecer.




Ele....

Já estava esperando o Rafael no bar fazia quase 40 minutos. Nem era a espera o que mais estava me incomodando. Era o fato de ele ter me feito chegar lá às 19h porque precisaria ir embora cedo. Todo mundo que me conhece sabe que eu nunca consigo chegar antes das 21h. Essa história de HH direto do trabalho não é muito comigo.

Eu havia saído mais cedo, estava no bar lotado, sozinho e trabalhando no celular. Rafael estava atrasado e, se viesse (sempre digo que ele é o Rei do Cano), ainda iria embora cedo.

Nesse meio tempo, enquanto eu estava distraído com meu trabalho (ou será que estava concentrado no meu trabalho?), uma morena “classuda”, de cabelos longos aparentando ter 1,78 cm se sentou na cadeira ao lado.

Ela chegou sozinha com uma blusa verde bandeira de um tecido meio brilhante. Foi a blusa o que mais me chamou a atenção. Meu amigo Daniel diria: “meio gay esse seu comentário” mas a blusa era realmente espalhafatosa. 

Com certeza essa morena não é daqui, pensei. As meninas em São Paulo não usam roupas tão coloridas. Estão sempre de roupas escuras, de preferência pretas. Além disso, ela pediu uma “capevodka de caju com adoçante” quando uma paulistana pediria um “caju amigo com adoçante”.

Meu palpite? Carioca!

Nesse meio tempo entre trabalho, morena classuda e bar cheio, Rafael me liga avisando que não sabia se poderia ir porque havia ficado preso no escritório. Fiquei bastante irritado e disse, alto: “minhoca não tem perna mas anda!”

De onde eu tirei isso?!?!

A frase certa deveria ter sido: “Se vira; você não é quadrado!”

De qualquer maneira, frase certa ou frase errada, falei alto de mais e todo mundo, inclusive a morena classuda ouviu. Resultado? Ganhei um lindo sorriso e aquela oportunidade única de interagir com alguém possivelmente interessante.

Para me aproximar, puxei minha cadeira para mais perto, deixei meu celular e o Rafael de lado e pedi mais um “caju amigo”.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Um dia de cada vez by L.A.


Tantas são nossas preocupações futuras que, as vezes, deixamos de viver grandes oportunidades do presente. 

Não estou falando para sermos inconseqüentes, deixarmos de nos preocupar com a fatura do cartão de crédito, com a previdência privada,  com nossos exames cardíacos ou com o Imposto de Renda. 

Essas são preocupações reais que devemos sim ter para tentar garantir um futuro mais saudável e tranquilo. 

Deixadas essas preocupações (e outras equivalentes) de lado, com frequência escuto amigos e conhecidos desfilando ladainha de afazeres e supostas obrigações que, pelo menos para mim, não fazem o menor sentido. 

E daí que você quer emagrecer? 
Hoje serviram sua sobremesa preferida (torta de morango ou pudim comum, no meu caso!).

E daí que você não está 100% depilada?
Toda turma combinou de passar o domingo na piscina. 

E daí que você tem reunião amanhã cedo?
Seu amigo está te convidando para um café. 

E daí que você e ela moram em cidades diferentes?
É só uma hora de avião. 

E daí que não saiu exatamente como você havia planejado?
Todo mundo adorou está se divertindo muito. 

Já existem tantos problemas sérios para lidarmos que a melhor estratégia, acredito eu, é #KEEPITSIMPLE

Longe de mim querer discutir religião ou as crenças particulares de cada um mas, até onde me consta, ninguém tem certeza do que vai acontecer amanhã, na semana que vem, no ano que vem ou daqui a uma década. 

Podemos planejar nosso futuro como quisérmos mas não temos nenhuma garantia de que ele seguirá nosso traçado. 

Faça como quiser afinal, trata-se do seu passado, presente e futuro. Quanto ao meu, vou me dar o dia de HOJE de PRESENTE. 

terça-feira, 24 de abril de 2012

terça-feira, 10 de abril de 2012

apaixonado (?) by L.A.


Como sabemos que estamos apaixonados?

Como ter certeza?

Será por que ela/ele recebe nosso primeiro e nosso último pensamento do dia?

Nosso primeiro “Bom dia!” e nosso último “Boa noite.”

Será por que fazemos planos juntos, por mais improváveis que sejam?


Será por que ficamos mais propensos a “pequenas loucuras”? Visitas inesperadas? Flores inusitadas? Terças feiras completamente improváveis?

Será?

E, uma vez descoberta a tal paixão, como sabemos que estamos prontos para ela? Como ENFRENTAR uma nova paixão?

Quando adolescente, vivi minha grande paixão. Tinha 15 anos (1995), me apaixonei a primeira vista.

Se deu certo? Claro que deu!

Tudo super hiperlativo, como deve ser uma paixão adolescente de verdade.

Mas, e agora?

O ano de 1995 já passou faz tempo e não temos mais idade para nos lançar em uma aventura amorosa, em uma paixão adolescente.

Aliás, com toda a experiência adquirida (ou melhor, com todos os traumas sofridos) o melhor é racionalizar os sentimentos.

Principalmente esses que teimam em aparecer sem avisar, nos tirar da rotina, da zona de conforto. Sentimentos indesejados que aparecem única e exclusivamente com o propósito de nos desorganizar, nos confundir, nos tirar do controle.

Sabe, eu gosto de estar solteiro.

Claro!

Estar solteiro(a) é muito mais simples.

Faço o que eu quero, na hora em que eu quero, com quem eu quero... eu quero...

Não preciso dividir nada com ninguém; muito mais simples.

Isso sem falar no receio de confiar uma parcela da sua/minha felicidade a outra pessoa. Até porque, já tentamos outras vezes e não se pode dizer que tenha dado exatamente certo; certo?

Além do mais essa tal pessoa por quem teoricamente se está apaixonado nem atende a todos os requisitos que imaginou para você; ou atende?

  1. Sabe se comportar a mesa?
  2. Estudou?
  3. Trabalha?
  4. Família?
  5. Mora perto?
  6. Sabe conversar?
  7. Te faz sorrir?
  8. Entende o que você quer dizer?
  9. Gosta de você?
  10. Respeita seu espaço?

Você realmente sabe o que é importante para você?

Eu sugiro que faça uma lista. Escrever sempre ajuda a organizar as idéias.

Se bem que “racionalizar os sentimentos” e “organizar as idéias” não combinam muito com a definição de “estar apaixonado”.

Como sabemos que estamos prontos para uma nova paixão?

Assim como em 1995, ainda não tenho a menor idéia.

Sei apenas que será uma bela batalha entre o PENSAR e o SENTIR.

Seja como for, se aparecer uma Morena Linda, parceira e de sorriso fácil, talvez eu me apaixone...

... talvez.

quinta-feira, 1 de março de 2012

(Des)Amores by L.A.


Tão bom estar apaixonado!

Aquela saudade gostosa ao longo do dia.
O primeiro pensamento pela manhã, a ligação na hora do almoço, o último pensamento da noite; tudo isso intercalado com infindáveis mensagens de texto no celular, e-mail, facebook, twitter, foursquare, linkedin...

Não podemos esquecer das flores, bilhetinhos, chocolatinhos, bichinhos de pelúcia, fotinhos de rostinho coladinho..... pelo visto não podemos esquecer também dos diminutivos.

Por que as pessoas apaixonadas tem tanta vontade de diminutivos? Principalmente as mulheres. Nós, homens, falamos assim apenas porque elas, as mulheres apaixonadas, adoram.

Pessoas apaixonadas, mesmo que a poucas semanas, fazem planos para o futuro.
E não estou falando apenas daquela viagem de final de semana para Campos do Jordão ou do feriado em Paraty.

Pensam no casamento, no nome dos filhos, no bairro em que vão morar. Os apaixonados pensam grande!

Tudo muito bom, tudo muito bacana, desde que tenhamos nos apaixonado pela pessoa certa.

Sei que neste momento você está pensando: “óbvio” ou “dããã” ou (um que aprendi agora no Carnaval) “Ah vá!”

Acontece que as coisas nem sempre são tão simples assim. Principalmente para os apaixonados. Claro que se você se apaixonou por uma pessoa que te maltrata, que rouba a borda recheada da sua pizza, chuta seu cachorro, joga cerveja no seu papagaio, fica óbvio que não é a pessoa certa.

Mas e se você se apaixonou por uma pessoa parceira, que gosta dos mesmos restaurantes, viagens, músicas que você?

Uma pessoa que gosta da sua família e que tenta “roubar” seus amigos de tanto que gosta deles?

Uma pessoa que divide os planos e também as contas com você?
Aí, a coisa já não é mais tão óbvia assim (“dããã”).

Quem nunca se apaixonou por alguém que era tudo isso mas que, ao mesmo tempo te tirava totalmente do sério?

Alguém com quem você compartilhava uma relação de paz e guerra que minava o relacionamento a cada encontro?

Alguém com quem a química na cama era incrível mas você nem podia assistir a um show em paz sem que ela dissesse: “você está paquerando a cantora no palco!”

Aquela pessoa com quem você briga, jura que nunca mais quer ver, nunca mais quer falar mas então bate aquela saudade, aquela vontade de estar junto, só para começar tudo (errado) de novo.

Eu já me apaixonei por pessoas assim. Com certeza, mais de uma vez.
Talvez eu tenha até mesmo vivido mais desamores do que amores. Não é uma queixa (será que não?), apenas uma constatação.

Minha Avó Mafalda (sim, minha avó paterna se chama Mafalda!), TODAS as vezes que me encontra, faz duas perguntas:

1) Você engordou?

2) E a sua namorada?

Para a primeira delas eu sempre respondo: “um pouco Avó”.

Já para a segunda a resposta é sempre: “encalhei”.

Ela acha graça em ambas as respostas, provavelmente mais na primeira do que na segunda; até porque, ela já está com quase 92 anos (os fará no dia 14/3/2012) e gostaria muito de ver seu neto preferido (mesmo que gordinho), entrando na igreja.

Mas a verdade é que se apaixonar, por melhor que seja, dá o maior medo. Não da paixão, não do amor.

Mas do tal (Des)Amor...

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Eu e Vc by L.A.


Foi assim. Um dia, nos conhecemos.

Sem aviso, sem pretensões, sem pré tensões.

Nos vimos (talvez até já tivéssemos nos visto antes), nos gostamos, decidimos sair juntos para ver no que dava...

Um primeiro encontro levou a um segundo, que levou a um terceiro, a um quarto...

Antes do quarto, um primeiro beijo, um segundo beijo, um terceiro e então, o quarto!

Aos poucos fomos descobrindo um ao outro. Pratos preferidos, cores preferidas, praia ou campo, bar ou balada, suspense ou terror, noite ou dia, de noite ou pela manhã.

Descobrimos os pontos em comum, os pontos fortes, os pontos fracos, os pontos.

Estar junto a ti era a melhor parte do meu dia, da minha noite.

Fazíamos planos importantes e ainda mais importante, fazíamos planos sem importância. Uma viagem no final de semana, um jantar em um restaurante novo, uma gravata a combinar com um vestido.

Compartilhávamos dos mesmos anseios. Queríamos as mesmas coisas. Íamos aos mesmos lugares. Víamos as mesmas pessoas. Gostávamos; nos gostávamos.

Com o tempo, menos tempo do que eu gostaria, vieram as brigas, as desavenças, o tempo longe um do outro. Mas sempre voltávamos a nos entender (?).

Com o tempo, as brigas tornaram-se mais freqüentes e o tempo longe um do outro também. Com o tempo veio o desencontro.

Foi assim. Um dia, nos desconhecemos.

Sem aviso, sem pretensões.

E então, nesse dia, deixamos de ser nós e voltamos a ser Eu e Vc.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Eu te amo by L.A.


Eu te amo – três simples palavras.

Tão cobiçadas.

Capazes de definir ou de mudar tanta coisa.


Por que hesitamos tanto em dizê-las?

Por que nos preocupamos tanto com o que vamos responder ao ouvi-las?

“Eu te amo” – “Obrigado”

“Eu te amo” – “Aposto que sim”

“Eu te amo” – “Fodeu!”

Veja que o dizer “Eu te amo” nada tem a ver com o sentimento uma vez que, na grande maioria das vezes, o sentimento vem antes da frase.

Não bastasse isso, sabemos quando alguém nos ama, assim como sabemos quando amamos alguém. O que não sabemos, necessariamente, é demonstrar esse amor, é dizer esse amor.

E não falo apenas do amor entre homem e mulher; ou entre homem e homem / mulher e mulher - pronto, meu texto já está politicamente correto.

Falo também do amor entre pais e filhos, entre irmãos, entre amigos. Quando foi a última vez em que você disse “Eu te amo” para alguém?

Tô falando; não é nada fácil, por mais natural que possa parecer.

Tudo bem, eu sei que não é para ficar dizendo “Eu te amo” para todo mundo a todo momento como se estivéssemos dizendo “Bom dia!” em cidade do interior, mas tenho certeza de que algumas vezes a mais não fariam mal nenhum; pelo contrário.

Bom, já que é assim, para aqueles que já sabem mas para os quais eu nunca ou raramente digo: EU TE AMO!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

AUTOBOICOTE by L.A.


Uma amiga uma vez me disse que aqueles que intencionalmente se desvalorizam recebem o mesmo olhar de reprovação daqueles que falsamente aumentam seus feitos para se valorizar.

Ainda hoje não sei dizer se ela tem ou não razão mas, para mim, é uma daquelas frases que ficam martelando no fundo da cabeça e que, quando menos espero, me faz parar para pensar e até mesmo mudar algo que eu pretendia falar ou fazer.

Não apenas isso; é uma colocação bastante interessante e, uma vez posta, pude observar que muitas são as pessoas que, pelos mais diferentes motivos, tem a prática do auto boicote.

Talvez para despertar a simpatia, a piedade dos outros.

Talvez para valorizar uma outra pessoa.

Talvez por timidez.

Talvez por falta de consciência.

Talvez por medo....

Claro que os motivos e justificativas são infindáveis. Costumo dizer que, por mais incrível que seja a bobagem que tenhamos feito, sempre temos um motivo, uma justificativa.

Não que ela seja razoável ou válida ..... mas ainda assim uma justificativa que, pelo menos individualmente, faz sentido.

O pior é que as vezes temos medo exatamente daquilo que mais desejamos e então, o auto boicote torna-se quase inevitável.

Sei que já fiz isso diversas vezes e que provavelmente cotinuarei a fazer.

Mas agora, sempre que a sombra do AUTOBOICOTE se coloca a minha espreita, me lembro dessa amiga e de suas sábias palavras e então me dou a oportunidade de seguir por um caminho diferente.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Qual a sua palavra? by L.A.

Se você tivesse que escolher uma palavra para te definir, apenas uma, qual seria? Dentre tantos substantivos, verbos, adjetivos, idiomas, qual escolheria?

Amigo, leal, sagaz, sorridente, rápido, esperto, divertido, fanfarrão, baladeiro, estudioso, trabalhador, dorminhoco, preguiçoso, chato, encrenqueiro, amoroso, romântico, aventureiro....... são tantas as possibilidades.

E se estivermos falando da palavra usada pelos outros para te descrever? Seria a mesma que você escolheria? Como as pessoas percebem você? Será que existe um consenso?

Claro que esse é um exercício muito difícil; impossível definir uma pessoa com apenas uma palavra. São tantas fases, tantas faces. Mas justamente por ser difícil, exatamente por ser impossível que é tão interessante.

Aposto que você possui um lugar preferido, uma cidade, uma cor, um número mas..... Qual a sua palavra?

Minha palavra preferida, pelo menos nessa fase, é MUDANÇA.